Trança

Braid é um dos jogos que mais gosto. Ponto. Dentre todos os tipos de games que já joguei, passando por jogos de luta, aventuras, ação e tantos outros, é estranho como este jogo me proporcionou experiências únicas tão fortes. Claramente, eu não as descreverei aqui, tampouco no texto que fiz para o jogo – por pura falta de competência -, mas, através deste formato, tentei prestar minha homenagem.

Se você ainda não jogou Braid, talvez o texto não seja mais do que algumas frases, mas, se você o jogou, espero que através dessas frases eu tenha conseguido resgatar algo do game. E se mesmo tendo jogado, ainda assim, você acabe por não remeter o texto ao jogo, não tem problema, talvez a minha tentativa de aproximação seja igual à princesa que não está aqui, mas que provavelmente estará noutro castelo. Espero que goste.

Trança

Tim permanecia estático, cabisbaixo, após perceber que, durante anos nessa vida, ser um herói ou vilão era apenas uma questão de ponto de vista.

Acima de sua cabeça, estava o seu algoz, tomando sua princesa pelo braço rumando à distância, tornando a companhia uma ruptura.

Sua princesa.

Era o que ele desejava.

Salvamento.

Era o que ela queria.

Distância…

Tim caminhou.

Os passos daquele caminho haviam gerado dúvidas e nada mais.

O que eram pedras, inimigos rastejantes, plataformas e mares de lava para se enfrentar?

Talvez o caminho fosse um reflexo de sua perturbação.

Suas ações eram a salvação de seu próprio desejo? Puro egoísmo disfarçado?

Haveria algum motivo especial para a Princesa nunca estar no castelo?

Questões indo e voltando, como o tempo.

Tim caminhou.

Viu o tempo passar por caminhos tortuosos. Ora parecia congelado, ora andando para trás. Não havia certezas nem com relação à existência, quanto mais aos seus atos.

Ainda assim, ele caminhou.

Tim chegou ao que ao que acreditava ser o final de uma jornada e digeriu tudo aquilo pelo qual havia passado.

Imaginou que tudo poderia ter acabado. Sua corrida, sua busca pela princesa.

Tim refletiu
Olhou para trás e percebeu que a própria história era uma questão de perspectiva e entendeu que o caminho percorrido, na verdade, era um começo invertido.

Tim refletiu.

Imaginou que tudo poderia ter acabado. Sua corrida, sua busca pela princesa.

Tim chegou ao que ao que acreditava ser o final de uma jornada e digeriu tudo aquilo pelo qual havia passado.

Ainda assim, ele caminhou.

Viu o tempo passar por caminhos tortuosos. Ora parecia congelado, ora andando para trás. Não havia certezas nem com relação à existência, quanto mais aos seus atos.

Tim caminhou.

Questões indo e voltando, como o tempo.

Haveria algum motivo especial para a Princesa nunca estar no castelo?

Suas ações eram a salvação de seu próprio desejo? Puro egoísmo disfarçado?

Talvez o caminho fosse um reflexo de sua perturbação.

O que eram pedras, inimigos rastejantes, plataformas e mares de lava para se enfrentar?

Os passos daquele caminho haviam gerado dúvidas e nada mais.

Tim caminhou.

Distância…

Era o que ela queria.

Salvamento.

Era o que ele desejava.

Sua princesa.

Acima de sua cabeça estava o seu algoz, tomando sua princesa pelo braço rumando à distância, tornando a companhia uma ruptura.

Tim permanecia estático, cabisbaixo, após perceber que, durante anos nessa vida, ser um herói ou vilão era apenas uma questão de ponto de vista.

The following two tabs change content below.

Eder Martins

Paulistano, redator, leonino, analista SEO, letrado e careca. Trabalho com Comunicação e Web desde 2001. Procuro ouvir e ler coisas novas, mas Led Zeppelin, Mary Shelley e Alan Moore continuam prediletos. Escrevo no eucontoeujogo.com.br (e pode ser que algum texto meu esteja perambulando aí pela web também).

Latest posts by Eder Martins (see all)

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *