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Kensou e Athena – King of Fighters

Era uma tarde qualquer do mês de maio. O treino, razoável, começava a despertar fome, rente à pausa próxima. O sol brilhava agradável; o som das cascatas orientava meus movimentos. Eu já havia percebido os ruídos despreocupados do mestre chegando antes de sua presença. Realmente, uma pausa. Entretanto, uma novidade, acompanhando-o, tornava a tarde singular.

O par de passos estancou a uma distância em que eu não podia senti-los. Àquela altura já seria possível distinguir o cheiro de álcool do velho – normalmente, bebia até as tampas. Então, aquela nova presença o teria inibido. Como minha posição não permitia vê-los, aguardei a chamada dele. Isso aconteceu logo, e então, eu a conheci.

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1920 d.C.: Chicago (Equilíbrio)

Chuva intensa sobre a cidade de Chicago, asfalto molhado refletindo as luzes dos automóveis (belos Fords), dos postes e dos prédios, plena década de 1920.
Chicago, Chicago, aquela cidade que se passeia como uma criança travessa!
Homens e mulheres de casacos longos, alguns de sobretudo, guardas-chuvas padronizados de cor preta e varetas de ferro e um deles, apenas um deles, de guarda-chuva amarelo…
Seus passos são lentos – sapatos faixa-branca – como se não se importasse com a fina chuva fria, e nem mesmo com a viatura policial, um Ford Model T Burlingame, belíssimo, que passava do outro lado da rua.
Ele para diante da imensa porta de vidro do hospital, fecha seu guarda-chuva amarelo enquanto seca os pés, e entra no lugar, sem tirar seu chapéu panamá, já decidido a quem abordar.

Lista de conquistas/troféus do texto clique aqui
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Carta ao amigo – Um conto de Street Fighter

Olá, Chuck.

Não sei em que momento você lerá esta carta. Espero, ele seja um dos bons. Ao mesmo tempo, um e-mail me parece algo aparentemente tão frio que eu realmente deveria estar enviando uma mensagem na garrafa, como um SOS para o mundo, na esperança de alguém o receber. Só que, para tal, eu teria que saber onde você está. E, isso, abreviaria tudo.

Daqui alguns meses, serão dois anos passados desde que você sumiu. Quando souberam do ocorrido, enviaram uma dúzia de tropas para te encontrar. Consegui ir em duas incursões dessas. Cada uma delas levou pelo menos quatro meses. Os números podem não parecer bons, mas de todo o pessoal que foi movimentado para a missão, quase duzentos homens, quinze foram as baixas. Em menos de um ano, assim você foi, oficialmente, o décimo sexto.

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Blue Mary e Terry Bogard – Estrelas, blues e um beijo

Blue Mary e Terry Bogard

Vejo Blue Mary e Terry Bogard como um casal moderno no universo de The King of Fighters e Fatal Fury. Ambos me parecem muito bem cientes de suas condições, eles seguem suas vidas, sem cobranças um do outro, se encontram quando dá, aproveitam o momento juntos e, depois, se despedem, sem saber quando exatamente será o próximo encontro.

É assim que os escolhi ver. Não sei se é assim que a história original se dá, mas, prefiro a minha versão (acho que todo fã cria as suas verdades com relação a alguns personagens).

Outra coisa que acho legal neste casal é o fato de que os personagens não foram criados PARA formarem um par romântico. Tenho a impressão que Terry conheceu Blue Mary, lá na Fatal Fury 3 e, um tempo depois (em Real Bout), eles acabaram por se encontrar de novo, criaram uma amizade, se conheceram melhor e, só depois, construíram o relacionamento moderno – como o que citei acima.

Enfim, para este conto, o foco é a relação entre Blue Mary e Terry Bogard, em um momento bem singular.

Ahhh!, um detalhe importante: logo no começo do conto, é citada uma música (bem gostosa, por sinal), que realmente está tocando lá onde o texto acontece. Eu recomendo, fortemente, que você toque o player assim que começar a ler o conto. Eu não o produzi o texto pensando nos detalhes musicais, como tempo, compassos e etc. (até porque eu não manjo), mas acho uma experiência bacana descobrir o que acontece com os personagens, enquanto se ouve o que eles estão ouvindo lá.

Espero que gostem.

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