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Trança

Braid é um dos jogos que mais gosto. Ponto. Dentre todos os tipos de games que já joguei, passando por jogos de luta, aventuras, ação e tantos outros, é estranho como este jogo me proporcionou experiências únicas tão fortes. Claramente, eu não as descreverei aqui, tampouco no texto que fiz para o jogo – por pura falta de competência -, mas, através deste formato, tentei prestar minha homenagem.

Se você ainda não jogou Braid, talvez o texto não seja mais do que algumas frases, mas, se você o jogou, espero que através dessas frases eu tenha conseguido resgatar algo do game. E se mesmo tendo jogado, ainda assim, você acabe por não remeter o texto ao jogo, não tem problema, talvez a minha tentativa de aproximação seja igual à princesa que não está aqui, mas que provavelmente estará noutro castelo. Espero que goste.

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David, o pedestre

Cinza. Era a cor predominante que David via naquela paisagem pulsante. No céu, os prédios pareciam apenas finos entalhes geométricos. Era uma manhã qualquer entre a velocidade de automóveis e pessoas. Passos, roncos e buzinas, a música metropolitana em decibéis irregulares, invasivos e opressores. Em seu lado da avenida, pessoas transitavam, como padrão, se ignorando.

David parou rente à guia. Luzes residiam no desenho antropomórfico. Ele esperou. Enxergava muito mais cores que o vermelho, então, esperou – o tempo a ficar ali, ninguém soube ao certo. Duas pessoas se alinharam na calçada. Uma após a outra, o mediram dos pés a cabeça. Uma delas atravessou a avenida correndo, a outra, pareceu desistir do trajeto e retornou para qualquer outro lugar. David tentou seguir o primeiro. Ao fazer, quase foi atropelado. Por questão de centímetros, conseguiu voltar à calçada. Uma buzina ficou em sua mente, antes de um xingamento. Continue lendo

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Kensou e Athena – King of Fighters

Era uma tarde qualquer do mês de maio. O treino, razoável, começava a despertar fome, rente à pausa próxima. O sol brilhava agradável; o som das cascatas orientava meus movimentos. Eu já havia percebido os ruídos despreocupados do mestre chegando antes de sua presença. Realmente, uma pausa. Entretanto, uma novidade, acompanhando-o, tornava a tarde singular.

O par de passos estancou a uma distância em que eu não podia senti-los. Àquela altura já seria possível distinguir o cheiro de álcool do velho – normalmente, bebia até as tampas. Então, aquela nova presença o teria inibido. Como minha posição não permitia vê-los, aguardei a chamada dele. Isso aconteceu logo, e então, eu a conheci.

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Enduro Racing

1983, um bar qualquer…

Um jovem entra pelo recinto mal iluminado. Ele atravessa os raios de sol empoeirados, residentes no trajeto até o bar, escolhe um acento ao lado de um homem de meia-idade e deita seu boné azul no balcão.

“O que está tomando?”, ele pergunta. O homem verte um gole e faz quase um pigarro. Com o nariz, aponta uma garrafa na prateleira.

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o Devorador

o Devorador é um daqueles texto que não digo sobre qual jogo estou falando.

Não significa que o nome é proibido, mas a ideia de encontrar o próprio jogo enquanto a leitura acontece pode transformar a experiência – talvez até o próprio texto.

Aproveitando… A imagem do conto tenta dar o tom.

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